O Evento observado, Carnaval de São Paulo, acontece todos os anos na Zona Norte de São Paulo, em um espaço propriamente construído para receber essa festa, o Sambódromo do Anhembi. Além disso, também recebe outros tipos de eventos como baladas, feiras e corridas de carro, dentre os mais conhecidos são: Spirit of London e Fórmula Indy. Esse espaço pode ser considerado um lugar de lazer urbano e lazer turístico, pois gera tanto uma demanda para os moradores de São Paulo quanto para o Estado de São Paulo. O carnaval, por exemplo, recebe um público paulista muito grande gerando um deslocamento dentro da cidade para o local, porém também recebe muitos turistas gerando uma demanda ainda maior por que não é somente o sambódromo que os recebe, pois eles também necessitam de locais para se hospedarem e se alimentarem, portanto um lazer turístico.
A seguir relatos da visita tecnica.As primeiras abordagens da atividade foi a chegada à entrada principal do Sambódromo, não conseguimos entrar, pois, havia uma fila imensa e optamos por uma entrada atrás do sambódromo, que por sinal, o transito estava um pouco carregado, mesmo assim não desanimamos e continuamos esperando, ali mesmo estávamos procurando por cambistas á venda de ingressos, mas só conseguimos comprar 03 capas de chuvas por R$ 5,00 (Cinco Reais) cada. Mesmo o tempo estável, não nos fez desistir.
Enfim, conseguimos entrar no Pavilhão do Anhembi as 22h30, passamos por um guichê para pagar o estacionamento, que custava R$ 25,00 (Vinte e Cinco Reais), pagamos e recebemos o comprovante carimbado . Seguimos ainda no carro por alguns metros e estacionamos o carro, tinha apenas um rapaz nos orientando onde deixar o carro. Todos os carros estavam enfileirados frente á frente com um espaço para sair de ré.
Paramos o carro e seguimos a pé, atrás de cambista para a compra dos ingressos. Por sorte encontramos o cambista Edson que estava querendo R$ 150,00 por ingresso e depois baixou para R$ 90,00 e 01 por R$ 100,00, negocio fechado, porém, em meio à dúvida, pedimos que ele nos acompanhasse até a entrada principal e ele concordou, saímos do pavilhão e caminhamos por uns 20 minutos passamos em frente ao Hotel Holiday Inn, paramos um pouco á frente e registramos o momento:
IDENTIFICANDO O PUBLICO DO EVENTO
O publico alvo em geral, classe media, faixa etária, sexo masculino/feminino, espaço social, predominância de raça.
O público do sambódromo era difícil ter uma definição de sua classe social, pois muitos eram de torcidas das escolas, outros eram da comunidade que também estava presente, como por exemplo: Vai-Vai, Gavião, Mancha etc.
A faixa etária era de 17 á 70 anos, observamos que tinha a presença de muitos idosos, outras pessoas fantasiadas e muito animadas.
Já no público do camarote o publico é da classe alta, pois os ingressos eram muito caro, estavam presentes de muitos famosos, publico desanimado.
No setor B, nossa observação foi mais ampla, pois estavam mais perto e podemos conversar com o publico.
Nossa observação foi um publico muito animado, estavam fantasiados e bem animados.
Existiam muitos turistas conversamos com os Franceses, que adoraram o Carnaval Paulistano, e que na próximo ano eles iram conhecer o do Rio de Janeiro.
Capítulo 5
O MOMENTO ESPERADO: O DESFILE
Mesmo sob uma fina garoa que persistia em cair durante alguns momentos, o público permaneceu firme, dançando e se divertindo.
O desfile foi aberto pela escola de samba Unidos do Peruche, com uma homenagem ao centenário do Teatro Municipal. Com o samba-enredo Abram-se as cortinas! O espetáculo vai começar. 100 anos de Teatro Municipal de São Paulo. A Peruche vai apresentar. Bravo! Bravíssimo!
As cores da escola encheram a avenida com amarelo, verde, azul e branco. O 1º casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira, Emerson Nunes e Cinthya Cristina Grecco Pricoli, representavam a vitória do teatro, com fantasias que mostravam a arte criada na Grécia.
A modelo Caroline Bittencourt, foi à rainha, com uma fantasia banhada a ouro que representou o Teatro Municipal.
O desfile estava um pouco parado, além de apresentar problema no seu terceiro carro e foi preciso que cinco alas entrassem à frente até que a alegoria pudesse desfilar. O atraso acabou deixando um buraco na avenida, isso gerou um atraso que fez com que o último carro não participasse do desfile (passando pela pista no final do desfile). Ainda assim, a escola gastou 68 minutos. O tempo limite é de 65 minutos.
A segunda escola a se apresentar as 1h14 do dia 05/03 foi a Tom Maior entrou na avenida para contar a história de São Bernardo do Campo, no ABC paulista berço do sindicalismo e da indústria automobilística. E conseguiu fazer um belo desfile. Eles contavam com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, convidado e homenageado da noite, porém, ele não compareceu e sua ausência foi resolvida com a presença do prefeito e vice-prefeito da cidade no último carro alegórico. Respectivamente, Luiz Marinho e Frank Aguiar.
A escola encantou o público com uma das mais belas letras de samba-enredo da noite: Salve, Salve, São Bernardo, Pedaço do meu Brasil. Terra Mãe dos Paulistas. Tiverem como rainha de bateria Adriana Bombom que desfilou com uma fantasia de iguana cobrindo o corpo todo. Além da modelo Dani Sperle musa da Ala dos compositores. O desfile contou com cinco carros alegóricos, o carro abre-alas contou a história da fundação de São Bernardo. As alas vieram compostas por colonizadores, catequizadores e índios.O segundo carro falou dos imigrantes que chegaram a São Bernardo. Os integrantes enfrentaram problemas para colocar a avenida na avenida, que demorou mais de um minuto para entrar na passarela, mas o imprevisto não chegou a comprometer a evolução da escola.
Acadêmicos do Tucuruvi entrou na avenida às 2h26 do dia 05/03 Com o enredo "Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo: a capital do Nordeste”, Numa mistura de cores fortes para simbolizar o calor e o cinza do asfalto, a escola usou o cangaço, o afoxé e até a figura do ceramista Mestre Vitalino para contar a história dos migrantes nordestinos em São Paulo. Uma homenagem cheia de entusiasmo e cores fortes. A frente da bateria estava a dançarina Sheila Mello, madrinha pela terceira vez consecutiva.
Quarta escola, Rosas de Ouro baseou seu desfile na sorte, mas não contaram só com ela. Os integrantes trabalharam arduamente para empolgar a platéia com o samba-enredo Abre-te Sésamo, a Senha da Sorte. A agremiação foi a que mais animou o público, que interagiu com o desfile em vários momentos. Um deles foi quando um dos carros alegóricos, com um imenso dragão, jogou confete no ar. Nem mesmo a tensão dos últimos instantes do desfile, quando os integrantes da bateria tiveram que apressar o passo para não ultrapassar o tempo limite, fez com que a escola perdesse o ânimo.
A senha da sorte foi a aposta da Rosas de Ouro na busca pelo bicampeonato. Com elementos conhecidos, como figa, trevo de quatro folhas, ferraduras, a escola da Freguesia do Ó fez um desfile impecável, com carros e fantasias bem acabados e ricos em detalhes. Foi fácil para o público entender o enredo. Porém, foi o lado mais abstrato do desfile da Rosas que levantou as pessoas das arquibancadas. O pássaro branco, que representava o Espírito Santo, da comissão de frente, era erguido por uma plataforma. Sua performance surpreendeu e agradou o público.
A quinta escola a entrar no sambódromo foi a Mancha Verde que com um grande trabalho na sua comissão de frente, trouxe o enredo "Uma idéia de Gênio!" na qual
grandes gênios da humanidade como Albert Einstein e Santos Dumont foram representados por integrantes fantasiados da escola. Pelo sétimo ano consecutivo, Viviane Araújo embelezou o carnaval de São Paulo desfilando como madrinha da bateria da escola. Com as cores oficiais, verde, branco e vermelho, a escola alviverde
encantou o público principalmente com a sua organização e originalidade.
grandes gênios da humanidade como Albert Einstein e Santos Dumont foram representados por integrantes fantasiados da escola. Pelo sétimo ano consecutivo, Viviane Araújo embelezou o carnaval de São Paulo desfilando como madrinha da bateria da escola. Com as cores oficiais, verde, branco e vermelho, a escola alviverde
encantou o público principalmente com a sua organização e originalidade.
A penúltima a entrar na avenida foi a tradicional escola do Bixiga, Vai-Vai. Com o enredo "A música venceu!", a escola homenageou o Pianista e Maestro João Carlos Martins contando a sua história e falando de suas obras. O que encantou o público foi a mistura do samba com a música erudita e a interação do próprio maestro que regeu a bateria ao lado do mestre Tadeu e surpreendeu no final do desfile regendo uma orquestra de fãs. Definitivamente a emoção do homenageado comoveu bastante o público. Como destaque da escola a apresentadora Ana Hickmann desfilou fantasiada de Estátua da Liberdade, representando a primeira vez que o Maestro João Carlos Martins foi para os Estados Unidos. A escola conquistou seu 13º título em 2011 com 269,5 pontos de 300 possíveis, somente 0,25 a mais da segunda colocada Acadêmicos do Tucuruvi.
Encerrando os desfiles da primeira noite do Carnaval de São Paulo, às 7h09 do sábado, a Escola Pérola Negra contou a história de Abraão na avenida. Com o samba-enredo "Abraão, o Patriarca da Fé", a escola após passar por diversas dificuldades devido às chuvas que atingiram à cidade, venceu o cansaço e trouxe muita beleza que encantou o público até o encerramento, que se deu por volta das 8h13 da manhã de sábado.
CAPITULO 6
SEM ELES ISSO NÃO TERIA ACONTECIDO: PROFISSIONAIS E PROFISSÕES DO ACOLHIMENTO
Conforme a visita realizada no Sambódromo, elencamos que os profissionais envolvidos podem ser considerados como profissionais e profissões do acolhimento são eles:
Recepção: na verdade não tinha alguém encarregado disso ou pelo menos não parecia, e sim pessoas que passavam o ingresso na catraca e outra que nos dava o livrinho com letras nos sambas enredos das escolas e camisinhas. Onde também sentimos faltas desses profissionais na entrada, antes de cada portão de setor, pois para quem nunca tinha ido não sabiam nem por onde entrar. - fomos orientados pelo cambista.
Seguranças: tinham uns 5 homens e umas 3 mulheres, fizeram a revista em cada pessoa, principalmente quem portava bolsas, sacolas, mochilas e etc. Tinham bastante deles espalhados pelo sambódromo.
Vendedores: havia uma série deles, até mesmo na fila de carros antes de entrar no estacionamento, vendendo capas de chuva, balas, chicletes, água e etc. Dentro do sambódromo os que dominavam eram os vendedores de cerveja da patrocinadora master: Nova Skin,vendedores de churros, bolachas e salgadinhos, por serem mais práticos para ser consumido no momento.
Jornalistas: tinham muitos de várias emissora como:, Rede Globo, Redetv, SBT, Record, Gazeta e etc. Por ser um grande evento com participação de famosos, pessoas públicas como o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alkimin e o prefeito Gilberto Kassab. E por ser um atrativo para o público que assiste de casa.
Fotógrafos/ cinegrafista: havia muitos, pois afinal de contas era um mega evento, para poderem divulgar e mostrar as notícias em revistas, jornais, sites e etc. Cinegrafistas para filmar o evento, para transmissão em rede nacional. Também são muito importantes, pois revistas e televisão são instrumentos de entretenimento, tanto para quem foi ao desfile e para quem não foi, poder ficar por dentro das principais notícias, dos bastidores e até mesmo a organização.
Auxiliar de limpeza: Para recolhimento de copos descartáveis, demais luxos que estavam na arquibancada ficavam por lá mesmo.
Garis: presentes na passarela, para auxilio da limpeza para integrantes das escolas de Samba poderem desfilar.
Policiais: existiam muitos, para reforçar a segurança, pois se trata de um mega evento e com a presença de pessoas públicas e turistas, e que precisam de total segurança.
Bombeiros: não tem como montar um evento de grande porte como esse, sem tem a presença deles, pois a qualquer momento pode acontecer alguma eventualidade, e eles tem que estar de prontidão, ainda mais se ocorrer problemas com o carro alegórico.
Médicos e enfermeiros: também são indispensáveis, pois normalmente pessoas que trabalham o ano todo no carnaval às vezes por ficar tão nervoso na hora da apresentação acaba tendo algum problema de pressão, por exemplo. Pessoas que desfilam e não tem preparo até o final do desfile, público que bebe de mais, que passa mau, enfim, sempre quando junta muitas pessoas, em algum evento que dure horas como esse, é indispensável a presença desses profissionais.
E claro, não podemos nos esquecer daqueles que trabalharam o ano inteiro para esse evento acontecer, aqueles que criaram os enredos, que fizeram as fantasias, que ensaiaram o ano todo, que deram duro para trazer as cores, a arte, a beleza para os olhos do povo, as escolas de samba, em geral, todas as equipes e cada integrante que fez sua parte, e super liga que organiza.
















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